Comentaram durante um Workshop que se usamos o método GTD então não temos tempo para o ócio. Imagino que se todos pensassem em produzir o tempo todo, ficaríamos logo paranóicos. Portanto há sim espaço para o ócio. A diferença é que no método GTD, quando resolvemos não fazer nada, estamos tomando uma decisão consciente. Sabemos naquele momento exatamente o que poderíamos ou não fazer e tomamos a decisão de não fazê-lo. Nos sentimos confortáveis com essa decisão. É muito diferente de não sabermos o que temos que fazer e acabarmos não fazendo nada. A sensação de que alguma coisa precisaria estar sendo feita acaba tomando conta da gente.
Mas uma coisa é o ócio consciente e outra é a procrastinação. Procrastinar é deixar de lado uma tarefa porque ela é desagradável ou cansativa ou de um modo geral temos pouco interesse nela. Isso não é uma decisão em que nos sentimos confortáveis. Isso é um adiamento que muitas vezes pode nos trazer problemas. Para algumas pessoas a procrastinação é uma praga da qual elas não conseguem se livrar. Na minha luta contra a procrastinação percebi que boa parte das vezes a dificuldade está na tarefa ser grande demais ou não estar bem definida. A melhor coisa a fazer nesse caso é definir bem o que se quer fazer e realizar um work breakdown, ou seja, dividir a tarefa em partes menores até que seja relativamente fácil e bem claro o que deve ser feito em cada parte. Tratamos então cada parte como uma ação independente (ou encadeada se for o caso). É como transformar uma tarefa num projeto, mesmo que não houvesse necessidade para tal. Vencer a procrastinação assim é bem mais fácil
Boa produtividade para todos.
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